sábado, 19 de novembro de 2011

Um absoluto empobrecer... para ter

"e, pela alegria dele, vai, vende tudo o que tem, e compra aquele campo" [Mateus12:44]

Encontrar o Reino de Deus é um amplo e impactante desencontro com as nossas próprias vidas. Nossa tendência de relativizar as palavras de Cristo, as Sagradas Escrituras, tem sido um dos maiores responsáveis pela ineficácia brutal de um evangelho pouco transformador em nós mesmos.

O encontro com o Reino de Deus, ou com o Reino o qual Cristo prega, é semelhante [não há escolha], ele é semelhante ao encontro de um tesouro em um campo, onde tudo ao nosso redor perde sua posição de destaque para que possamos nos apossar dele.

Encontrar-se com o Reino de Deus é empobrecer para tomar posse. Não percebemos, mas o Reino de Deus é caro [é caríssimo] e exige de mim e de você tudo o que temos, não uma parte ou um pedaço... mas tudo o que temos.

O encontro com ele gera alegria, arrebatadora alegria. Desfaço-me de minhas posses [meus sonhos, planos, projetos, vida, etc] movido por uma arrebatadora alegria, e não melancolicamente ou cheio de amargura e dor, mas, pela alegria de tê-lo encontrado, desfaço-me de tudo o que tenho alegremente.

Encontrar o Reino de Deus é um desfazer-se sorrindo.
A alegria e a disposição de desfazer-me de tudo o que tenho é o juiz [o árbitro] que define se realmente encontrei o Reino de Deus ou não.

A relutância, o apego e a dificuldade do empobrecimento são agentes de denúncia que deixam claro: o reino não foi encontrado, pois ele é semelhante a quem encontrou um tesouro em um campo e, movido pela alegria dele, vai, vende tudo o que tem e o compra.

- Obrigado Deus, por me ter permitido encontrar teu Reino.

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Ophthalmos so aplous...

"Se os teus olhos forem bons..." [Lucas 11:34}

O termo no orginal grego abrange a idéia de um olho saudável, que não está enfermo, um olho que tem uma visão bem focada, um foco preciso sem formar uma imagem dupla ou embasada. Ophthalmos so aplous significa literalmente uma visão que é não dobrada, uma visão no singular, e nada tem de semelhança com um olhar bondoso, são olhos que conseguem focar corretamente.

Reconheço que sou tentado diariamente a colocar um olho no reino de Deus e outro no reino de mim mesmo, ou do mundo, se preferir. Ora preocupado com o que Deus pensa, ora preocupado com os que os outros pensam, ora preocupado com os cuidados deste mundo ao meu redor.

Para Cristo, meus olhos como candeia do corpo, deveriam irradiar luz para dentro do meu mundo interior, e isto somente ocorrerá se eu tiver olhos que olhem direito, baseado no ponto de vista singular de Deus, tendo Deus como o meu ponto de foco. Para Ele, homens e mulheres divididos em seus corações viverão densas trevas, ou dito de uma outra forma, viverão a realidade angustiante de uma vida que não funciona como deveria.

Uma visão duplicada da vida [ora em Deus ora no mundo] é visão que nos escurece o entendimento, por isto que a luz do olho sobrecarregado de trabalho [ophthalmos so poneros] - ora aqui ora lá, nos escurece por dentro, pois tem a capacidade de nos endurecer ao fadigar [poneros] os nossos corações.

- Jesus, filho de Davi, tem misericórdia de mim.

sábado, 12 de novembro de 2011

Totalmente pressionados...

Ajuntando-se entretanto muitos milhares de pessoas, de sorte que se atropelavam uns aos outros
Lucas 12:1
"Ajuntando-se entretanto muitos milhares de pessoas, de sorte que se atropelavam uns aos outros..." [Lucas 12;1]
Ajuntando-se entretanto muitos milhares de pessoas, de sorte que se atropelavam uns aos outros
Lucas 12:1
Ajuntando-se entretanto muitos milhares de pessoas, de sorte que se atropelavam uns aos outros
Lucas 12:1

Hoje passei o dia todo meditando no post anterior, sobre a pressão das pessoas ao nosso redor exigindo que façamos pelo menos o papel, ou o disfarce de sermos mais santos e corretos do que realmente somos.

As pessoas se juntaram ao redor de Jesus. Jesus era o motivo principal de estarem ali, queriam vê-lo, ouví-lo e tocá-lo; mas o amontoado de pessoas teve um resultado catastrófico, de sorte que se atropelavam uns aos outros.

É impressionante a estrutura do trecho inteiro, onde a palavra hipocresia, no grego, é derivada da chamada voz intermediária onde a ação não é apenas ativa minha (eu a que faço), e muito menos passiva (eu a que sofro) mas uma combinação entre ambas, eu faço e sofro a ação ao mesmo tempo. É ação compartilhada com o outro, e esta hipocresia vem justamente depois do relato deste atropelar-se mutuamente, hipocresia em virtude da pressão da multidão.

A hipocresia só existe em mim porque também existe em você a pressão para que assim eu o seja. Não desejamos ver nos outros aquilo que não conseguimos lidar em nós. Ver no outro é ver como em um espelho, é perceber-me, é enfrentamento. E sem perceber, exigimos no outro a máscara que dissimula.

Acautelar-se do fermento dos fariseus é acautelar-se de também exercer este mesmo tipo de pressão na vida das pessoas ao redor.

Pressionados e atropelados pela multidão ao redor... que profundidade de visão que Lucas conseguiu imprimir neste texto!!!

Olha lá... estou bem lá no meio daquela multidão, sendo pressionado e pressionando.

- Ai de mim, pecador!

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Apertado pela multidão...

"Acautelai-vos, primeiramente do fermento dos fariseus, que é a hipocresia." [Lucas 12:1]

A espiritualidade no tempo de Jesus como no nosso tempo, não era nada fácil de ser exercida. As pessoas exigem demonstrações exteriores de mudança, mesmo que ela não tenha ocorrido e se solidificado no nosso interior.

Quando chegamos em uma igreja, antes mesmo de fazermos parte de um corpo espiritual fazemos parte de um sistema de regras, de determinações e formas das quais eu preciso me ajustar para poder ser recebido pelas pessoas ao meu redor. Se desejar ser eu mesmo, serei rejeitado. Nem pensar em demonstrar fraqueza naquelas áreas que as pessoas consideram como tabus na vida espiritual.

Quando conversamos, pouco falamos de nossas lutas com a lascívia, a ira, a vontade de trair, a depressão,  o medo do amanhã, inveja, a descrença que as vezes temos no agir de Deus... todos nossos problemas passam por um reducionismo de não conseguir orar, dificuldade de ler a bíblia e, no máximo, um pouco de desânimo.

"Acautelai-vos, primeiramente..."
, confesso que a tentação da fé aparente é a grande luta que travaremos a vida toda. Uma fé para o outro, uma fé em virtude do outro, uma fé de vaidade, a fé da auto-satisfação farisaica.


Não é uma questão de crer ou não em Deus, mas a forma como se apresenta, uma fé doente, limpo por fora e sujo por dentro.

É difícil eu sei. A pressão ao redor é muita. Mas é aí que o texto de Lucas se torna maravilhoso. O início do versículo ele afirma que as pessoas se amontoaram para ouvi-lo a tal ponto de se atropelarem, e logo depois, a primeira fala de Jesus é esta: acautelai-vos, primeramente...

Esta pressão ao redor dos crentes, a pressão ao redor das pessoas a nossa volta, as pessoas exigem que sejamos e nos vistamos com um aspecto de crente, não importa se a mudança ocorreu ou não, somos atropelados pela multidão e levados pela onda ao nosso redor.

CUIDADO! é o que Jesus nos ensina. É a primeira atitude que devo tomar, primeiramente [ele diz], pois isto definirá todo o meu andar com Ele.

Difícil, né? Nossa tendência herdada de Adão é encontrarmos um mato para nos esconder [onde estás?] ou um culpado a quem acusar [a mulher que me destes].

A característica da fé fermentada:
dissimulação [sempre ocultando seus pecados, nunca confessando, nunca se expondo].


Você encontra alguma destas caracterísitcas em você? Livre-se delas!

- Livra-me Senhor, do aperto da multidão.

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Quão grande são os seus sinais!

"Quão grandes são os seus sinais, e quão poderosas as suas maravilhas!" [Daniel 4:2]

Confesso que acordar como acordei hoje discutindo com o conjugue às 9h da manhã não faz com que eu veja a grandiosidade de Deus, pelo contrário, dá até para questionar se Ele sabia o que estava fazendo quando criou minha mulher.

Mas é justamente aí, neste ponto delicado onde a vida não nos é tão bela quanto gostariamos que fosse, que Deus se faz grandioso e suas maravilhas poderosas.

A frase bíblica no topo do artigo é do rei Nabucodonosor após ver 4 homens andando dentro de uma fornalha de fogo onde apenas 3 haviam sido jogados.

Não nos damos conta, mas naquele momento o rei e sua autoridade estavam sendo [e foram] amplamente questionadas. Seu poder, naquela hora, foi de todo esvaziado. Como o nosso poder é diariamente esvaziado por estas questões as vezes bem tolas da vida, outras vezes sem nexo, e até algumas vezes realmente preocupantes.

Um filho em rebeldia, uma enfermedidade, uma discussão matinal, ou até mesmo um casamento infeliz, o mal entrando em meu mundo organizado sem ser convidado...

Como são grandes seus sinais!!! Nao percebemos, mas um dos maiores sinais que Deus nos dá é de que nós jamais conseguiremos sustentar nossas vidas sem a Sua presença. E como um penetra Ele se intromete em nosso viver, sacudindo nossa ordem, nos desestruturando para que olhemos para Ele.

Não foi isto que aconteceu com Nabucodonosor? Mas este rei histórico, mesmo no meio de sua própria vergonha, se despiu do orgulho e olhou para Ele, e percebeu: as obras de Deus são grandiosos.

Você lembra do faraó que impediu Israel de partir? Mesmo com todos os sinais e prodígios a sua volta ele não percebeu, não viu, e não se encontrou com o Deus que se deixa achar.

Mas Nabucodonosor conseguiu! Por quê? Porque se deixou esvaziar!

Convenhamos, como é difícil percebê-Lo neste mundo de tecnologias e desta overdose de estimulos em que vivemos. Mas ele está aí, o tempo todo ao nosso lado, nos falando, movendo, se deixando achar.

Só que nós ficamos procurando Ele na anormalidade da vida, e por isto não O encontramos; queremos achá-lo onde tudo deveria acontecer naquilo que achamos que é a perfeição. Queremos vê-lo no sobre natural, no extraordinário... quando, na verdade, Ele se mostra é no natural, no ordinário, no dia a dia...

Não é na fornalha de fogo não queimando 4 homens que dentro dela passeiam que o rei Nabucodonosor se encontra com as maravilhas de Deus, é quando ele olha para si se deixa iluminar por este totalmente Outro. Quando Ele se deixa esvaziar de sua pompa, de seu orgulho, de sua desumanidade, sim, é alí que Ele percebe o Deus de grandes feitos, na sua própria humilhaçao, quando se reconhece faminto e empobrecido.

Como nos diz o cântico de Maria, conhecido como o "Magnificat" : "encheu de bens os famintos!!" [Lucas 1:53]

Nisto consiste parte de Sua Grandiosidade [e que, em ninguém mais encontraremos igual]. Esta capacidade que só Ele tem, de nos encher e saciar este vazio que nos embrutece, que nos empobrece e que nos des-humaniza. Só Ele para conseguir encher a voracidade faminta de nossas almas e nos amolecer, enriquecer e humanizar.

Nele é que sou quebrado e refeito, esvaziado e completo, Nele que existo de Todo.

Nabucodonosor entendeu isto... e eu estou tentando entender, também.

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

O desconhecido que me sou...

"E quando Jesus ouviu isto, disse-lhe: Ainda te falta uma coisa..." [Lucas 18;22]

Onde errei hoje? O que deu errado de forma a me encontrar onde estou? Termino meu dia com certezas e planos desvanecidos em uma desagradável incerteza concreta.

Mas agora estou tentando entender este estranho familiar que há em mim.

Como? Onde começou o processo? Alimentei-o?

Quando terei a real compreensão de que cada particula em mim inclina-se ao pecado e não é digna de qualquer confiança? Quando?

Será isto que me falta? Desacreditar-me? "Intolerar-me"?

A luz que neste momento me ilumina apenas me faz perceber, como que refletida em uma parede branca, a sombra de mim mesmo. A parte escura e sem luz, que apenas se revela por causa desta mesma luz que se projeta.

"Apenas uma coisa te falta", me diz o Mestre. Neste momento, tudo falta. Como pode uma pequena ausência esvaziar meu tudo?

Decidido Estou >>> Deixar-me guiar pelo Mestre aos calabouços de meu coração, e não impedir jamais e nem jamais ignorar, este terrível encontro com "o desconhecido que me sou".

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Eu, um miserável...

"E, vendo Jesus que ele ficara muito triste, disse: Quão dificilmente entrarão no reino de Deus os que têm riquezas!" [Lucas 18:24]

Posso ter a vida mais miserável da face da terra, uma vida completa de desgraça e dor e mesmo assim ter dentro de mim coisas que me são valiosas, sentimentos caros, riquezas das quais eu não abro mão.

E quão dificilmente entrarão no reino de Deus os que têm riquezas!

A pobreza de espirito, a miserabilidade interior, a total fragilidade do ser e sua vulnerabilidade, é condição e característica única do cidadão que quer herdar o Reino.

Bem-aventurados os pobres de espírito, porque [é] deles o Reino dos Céus. [Mateus 5:3]

- Jesus, filho de Davi, tem misericórdia de mim!

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Tem que bastar...

"E disse-me: a minha Graça te basta." [2Coríntios 12:9]

Será que realmente basta? Fico pensando nas enormes demandas de minha vida: questões familiares, pessoais, ministeriais, profissionais e até mesmo aqueles sonhos e desejos intitulados de fúteis e supérfluos. E eu tenho que simplesmente me dar por satisfeito com a "graça que me basta" ?

O problema do apóstolo Paulo era só uma pequena enfermidade em seu frágil corpo, mas as minhas não! Eu tenho necessidades um pouco maiores e mais complexas do que as necessidades do apóstolo. Mas é justamente nestas necessidades "maiores" que esta palavra torna-se ainda mais verdadeira: a graça Dele basta!

Quando leio este texto [de pequena aparente sentença] de alguma forma sou tocado pelo profundo amor do Pai que se preocupa com cada uma das minhas necessidades.

Vejo-o me observando, analisando, perscrutando os mais íntimos e recônditos lugares de meu coração e mente. Vejo-o deixando-se descobrir meus sonhos, meus planos e minhas naturais necessidades. Como um habilidoso médico de almas Ele escuta as batidas de meu coração, Ele sente minha respiração e me fita nos olhos.

Seus olhos gentis, olham para mim um olhar que desconheço: compaixão, pura e simples compaixão. Como quem descobriu em mim algo que me era desconhecido e que me causa danos.

Agora, nada em mim lhe é oculto. Minha necessidade de ser, ter e fazer, lhe são conhecidas. Minha ansiedade incontrolável que tenta manipular o amanhã, meus quilômetros de caminhos abertos no meio do nada, sonhos desfeitos, lágrimas, etc, minha vida.

Pacientemente ele puxa uma folha de papel e nela escreve a receita para a cura de minha alma: "a minha Graça te basta!"

Mas hoje temos tornado esta Graça desnecessária. Queremos o Deus de filhos mimados. O Deus que determina. O Deus que peleja contra os invasores de Jerusalém. queremos ver os anjos nos servindo. Mas a única coisa que ele insiste em nos dizer é que a Graça Dele nos basta e que a única coisa que ele pode fazer é se deixar morrer por mim e por você.

Sim! nos tornamos uma geração de insatisfeitos, onde a maior e mais poderosa obra do Pai, sua Graça em Cristo, a sua justiça imputada a nós por Ele, perdeu totalmente o valor.

Estamos na mesma caminhada de risco em que Paulo quase entrou, achamos que existem necessidades nossas mais importantes do que receber Dele a sua Graça. Paulo encontrou o rumo, creu na sentença, mas nós... vagarosamente estamos nos perdendo na jornada.

Urgentemente precisamos voltar-nos para esta sentença libertadora: A minha Graça te basta!

Pois, se não conseguirmos nos dar por satisfeitos com a Graça existente Nele, nada mais nesta vida nos satisfará!

- Tua Graça me basta!

domingo, 6 de novembro de 2011

Pés sobre os montes...

"Quão formosos são, sobre os montes, os pés do que anuncia as boas novas, que faz ouvir a paz, do que anuncia o bem, que faz ouvir a salvação, do que diz a Sião: O teu Deus reina!" [Isaías 52:7]

A cidade I
Dentro dos muros de Jerusalém está um povo apreensivo. Homens velhos, crianças e mulheres, fragilmente protegidos por seus altos muros enquanto seus maridos, irmãos, pais e filhos estão em algum vale lutando para denfendê-los. Lutando por suas vidas e para que o seu rei não seja aprisionado como um escravo.

O mensageiro I
quantos dias será que ele se encontra correndo? Ele é um mensageiro do rei, trás nas suas mãos uma mensagem de paz. A guerra acabou! O bem venceu. A salvação, enfim, chegou. O Rei reina novamente com seus adversários subjugados aos seus pés. A mensagem que não se contém em seu coração e explode em seus lábios é maior e mais impactante que o papel que ele tem em suas mãos. É a mensagem nele que faz com que aquele pequeno rolo de papel ganhe vida no outro. Muito embora o sol escaldante, a sede e o cansaço de suas pernas e pés, ele não para até poder anunciar a outros a sua mensagem de paz!

A cidade II
Por cima das muralhas de Jerusalém uma voz é ouvida nos montes, e não para de gritar. Todos silenciam para ouvir: Vitória! Vitória! Um homem grita com todas suas forças afim de ser ouvido dentro dos muros da cidade. As pessoas explodem em alegria! todo o peso, dor, medo e apreensão desaparecem. As boas novas surtiram o seu efeito. O mundo é ainda o mesmo, mas tudo tornou-se novidade. Quão formosos são os pés...

O mensageiro II
Qual o seu mistério? Como conseguiu suportar correr tamanha distância? sua força estava no fato de ter sido ele uma testemunha ocular! Ele viu com seus próprios olhos a vitória acontecer, mais que isto! ele a experimentou! A vitória não estava mais no vale junto aos exércitos de seu Rei, a vitória agora fazia parte dele próprio. Tornou-se para ele libertadora, apaziguadora, a mais pura e amistosa salvação!

Este é o poder da Palavra Cristo quando exercida como boa nova: ela é transformadora, mensageira de paz, do bem, da salvação e a vida [antes perigosa e incerta] está agora debaixo do domínio de Deus.

Mas para que eu seja seu mensageiro eu preciso ser antes de tudo testemunha, experimentá-la em mim mesmo, absorvê-la no mais profundo do meu ser.

Penso que a fragilidade que encontramos na nossa Boa Nova [que por natureza deveria ser poderosa], é que muito de nós não fomos testemunhas dela em nós mesmos. Somos muitas vezes apenas repetidores do que ouvimos de outros, sem tê-la realmente experimentado em nossas vidas e ignorando o fato de que seu poder reside [a força transformadora da Boa Nova] primeiramente, de ela ter primeiro operado em mim, para que antes de um repetidor eu seja uma testemunha. Alguém que experimentou na prática a Paz, o Bem, a Salvação e o Rei.

- Quero estar, Senhor, no vale das batalhas de olhos e coração abertos.