sexta-feira, 25 de setembro de 2015

Deus me ama, e por isto não permite tudo

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"Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho Unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna." João 3:16

Ontem eu estava pensando aqui com os meus botões de como amor de Deus é algo surpreendente, não é verdade? O texto que lemos nos diz que o amor Dele por mim e por você é de tal forma grandioso e profundo  que que Ele foi capaz de entregar o Filho Dele para que eu você tivéssemos  acesso a vida eterna que Ele pode e quer nos dar. Eu nem consigo medir direito a grandeza disto tudo.

Vida Eterna. O que eu e você sabemos sobre isto é de que é um lugar muito especial, onde toda a dor e sofrimento vão deixar de existir. Um lugar de profunda paz e arrebatadora alegria. Só sei que deve ser um lugar bonito de mais da conta, e que eu quero estar nele. Você não?

quinta-feira, 24 de setembro de 2015

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Compaixão

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"Vendo ele (Jesus)  as multidões,  compadeceu-se delas... " Mt 9:36

Toda vez que leio este texto me sinto profundamente tocado por ele. Algo se movimenta dentro da minha alma com grande força e me faz sentir que fui criado para algo diferente do que o mundo tenta me impor.

E compadeceu-se delas...  é pra mim uma das mais poderosas declarações sobre quem Jesus de fato é.

E compadeceu-se delas... me fala de um tipo de existência que todos deveríamos ter,  mas que nos foi roubada pelo pecado que nos desumanizou.

E compadeceu-se delas... me ensina sobre a verdadeira humanidade,  aquele tipo de humanidade que Deus planejou e que o fez ver e declarar que "era tudo muito bom".

A compaixão é um sentimento que gera em nós o desejo de aliviar a dor e o sofrimento do outro. Em um mundo tão hedonista não espanta o fato deste texto me chamar tanta a atenção. 

Só posso me curvar em silente humildade e dizer ao Pai: dá-me deste amor!  Dá-me desta compaixão!

Ou,  como diria  Francisco de Assis: "Mestre, fazei que eu procure mais consolar que ser consolado, compreender que ser compreendido,  amar que ser amado"

Que Deus te abençoe.

Pr. Nilton Telles Frota

terça-feira, 22 de setembro de 2015

Deus é um Deus de promessas!

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"E o Senhor cumpriu a sua promessa..." (1 Reis 8:20)

Uma das características mais impressionantes de Deus é a capacidade que ele tem de cumprir todas as suas promessas.

Pra nós que vivemos em um mundo onde nem todos cumprem suas palavras, ou pior até, vivendo em um Brasil onde o jeitinho esperto de se levar vantagem sobre o outro domina a nossa cultura, é sempre um grande alívio saber que Deus cumpre as suas promessas.

Quando começamos a caminhar na fé, quando Deus pra nós ainda é uma novidade, quase que um desconhecido, é normal termos muito receio do amanhã, desconfiança em relação a se Deus realmente vai cumprir as coisas que Ele afirma que fará. Isto é normal. E caso você se encontre entre estes, não se preocupe, isto vai passar.

Quanto mais caminhamos com Deus, mais promessas realizadas da sua parte testemunhamos, e quanto mais testemunhamos Deus agir nas nossas vidas mais sabemos e mais nos tranquilizamos de que Ele sempre irá cumprir tudo o que nos prometeu.

Isto é um grande bálsamo de refrigério sobre nossas almas sobrecarregadas com as mentiras, traições, e dissimulações existentes neste mundo.

Temos, em outras palavras, um Deus fiel, um Deus de Fidelidade.

Então o que gostaria de dizer pra você, neste pequeno post (devocional), não pare e não desista simplesmente porque você ainda não viu alguma promessa se cumprir em sua vida, sei pelos anos de caminhada, sei olhando para aqueles que caminham também a tanto tempo com este Deus maravilhoso, sabemos que Ele é fiel e irá cumprir todas as promessas que fez para a sua vida.

Talvez você esteja olhando par ao seu hoje, ou para o seu amanhã questionando em seu coração quando Deus fará, quando Deus cumprirá, quando Deus intervirá. Não sei te responder quando mas sei que Ele fará, que ele cumprirá e que ele intervirá, pois Deus cumpre suas promessas.

Que a nossa oração neste dia seja:

"Pai, me ajude nestes meus momentos de dúvida, de incertezas que fazem minha alma perder a tranquilidade, me pacifica por dentro e me faz descansar em ti, pois Tu és um Deus que cumpre suas promessas.Amém!"

Que Deus abençoe o teu dia.

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Mudança de mente...

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Acabei de chegar da rua, tô cansado e suado após aproximadamente uma hora entre corrida e caminhada.

Quando estava no elevador, subindo aqui para o meu apartamento, me olhando no espelho com o cabelo todo desarrumado e a camisa empapada de suor, e 15kg mais magro... não tive como não fazer uma cara marota de pura satisfação.

9 meses atrás nunca poderia ter imaginado que eu conseguiria chegar na forma física que cheguei hoje. Estava acima do peso há mais de 15 anos, sedentário, com os músculos atrofiados e  sem contar, é claro, com a idade que vai chegando e vai consumindo boa parte da vitalidade que temos na juventude. E hoje estou aqui com a maior cara de satisfação.

Lembro de ter decidido esta mudança de hábitos no final de 2014, após a visita de uma filha e de uma neta, e quando fui revisar as fotos que tiramos, me vi em uma delas sentado com um enorme e constrangedor barrigão. Lembro que aquele dia fiquei muito triste comigo mesmo. Não gostei do que tinha visto.

Resolvi mudar radicalmente, mas de forma inteligente e aprendendo a respeitar o meu próprio ritmo.

Cortei alguns alimentos industrializados, parei de tomar refrigerante e comecei a caminhar todos os dias. Meu Deus! como é difícil deixar de tomar refrigerante. Mas continuei persistente, aumentando pouco a pouco o eu ritmo de caminhada assim que ia ganhando mais resistência e fortalecendo a musculatura das pernas. Com o tempo só caminhar já não bastava mais, decidi começar dar uns pequenas corridas. Lembro que da primeira vez não consegui correr 600 mts  sem que achasse que meu coração ia parar de bater ou pular pra fora pela boca. Quando menos esperei, estava, mais forte, mais resistente, correndo cada vez mais por períodos mais longos de tempo.

E hoje estou aqui, feliz da vida com mudança gerada e  vigiando para que eu não volte a velhos hábitos que nos prejudicam.

Interessante é que nossa vida com Deus pode ser comparada a este mesmo tipo de processo.

Vejo pessoas que desejam sinceramente ter uma vida diferente, que são sinceras com Deus, que desejam esta transformação mas que, volta e meia estão metidas em algum fracasso que prejudica a si mesmas.

E vejo em todas elas um fator comum... são vidas que desejam operar uma transformação radical em suas vidas da noite pro dia. No começo até vão bem, mas vão perdendo força, animo, e a vontade assim que os dias vão passando e derepente fazem alguma trapalhada ou simplesmente param por não conseguirem mais prosseguir. Não tem mais forças.

O apóstolo Paulo afirma na sua primeira carta a igreja que estava em Corinto que eu e você precisamos transformar a nossa mente para experimentarmos qual seja a boa, perfeita e agradável vontade de Deus.

Infelizmente muitos acham que a transformação da mente se processa da noite pro dia... Mas, assim como uma transformação de hábitos levado ao radicalismo extremo não se sustenta (é só pensarmos quantas pessoas conhecemos que começaram a fazer dietas radicais e pararam logo mais na frente engordando ainda mais), assim também é com a nossa vida espiritual, a mudança da mente não é uma ação que ocorre de forma radical e de uma vez por todas e tudo se resolve dentro de nós da noite pro dia.

A mudança da mente da qual Paulo nos fala é um processo, e um processo na maior parte das vezes lento e bem demorado, mas muito gratificante.

Queremos resultados diferentes muitas vezes trilhando os mesmos caminhos que já nos levaram ao fracasso, precisamos aprender a escolher melhor onde colocamos nossa vida. 

Mudar a mente se inicia antes de mais nada em uma decisão interior de começar a buscar novos caminhos e, pra isto, nem eu e nem você precisamos sair correndo como loucos. 

Precisamos ir nos fortalecendo aos poucos,  como minha trajetória relatada deste ano. Não adianta você decidir que vai ler a Bíblia toda de uma única vez se você  nunca teve um habito de leitura. Você precisa primeiro aprender a desenvolver este habito, precisa aprender a ter o hábito da comunhão com a Palavra diariamente, nada de porções gigantes, apenas alguns versículos, ou quem sabe apenas um salmo, e ir se fortalecendo, se deixando iluminar por dentro como já falei aqui, e quando você menos esperar vai estar lendo porções maiores da palavra, pois o hábito vai enraizando e nos mudando por dentro.

Eu e você não precisamos de pressa nesta jornada.

E assim é com qualquer coisa que você deseje mudar, comece devagar, se respeitando, conhecendo teus limites e tuas armadilhas.

Talvez você se encontre cansado de tentar por causa de inúmeros fracassos, mas será que tais fracassos não são resultados de uma mente que ainda permanece envelhecida no mundo e precisa se deixar renovar? Ou quem sabe seus fracassos são por que você colocou uma carga sobre seus ombros mais pesada do que você poderia carregar.

Se sou afoito, tenho que aprender a ir mais devagar, a chave é  aprender a... Se sou estático tenho que aprender a me movimentar, a chave é aprender a... Se costumo tomar decisões de cabeça quente preciso aprender a me acalmar antes da decisões, a chave continua sendo aprender a... E assim, com pequenas e discretas ações , que se firmam através do aprendizado, associadas ao poder do Espirito Deus em nós , as mudanças vão acontecendo e solidificando, até fazerem parte de nós mesmos.

E a nossa oração nesta manha é:

"Querido Deus, tu conheces todas as minhas limitações, muito mais do que eu as conheço. Me ajude nesta manhã, me ajude em minha caminha, a me permitir ser ensinado(a) por ti, para que minha mente se renove a cada dia. Amém".

Que Deus abençoe seu dia.





domingo, 20 de setembro de 2015

Não temas!

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"...lhe apareceu um anjo do Senhor, dizendo: José, filho de Davi, não temas..."[Mateus 1:20]

Taí uma coisa que nenhum de nós gostamos de ouvir, o tal do não temas da parte de Deus.

Um breve e superficial estudo das Sagradas Escrituras vão nos mostrar que todos os personagens bíblicos que ouviram este tal do não temas estavam enfiados até o pescoço em alguma circunstância onde sua fé seria exigida ao extremo.

E José estava alí, com sua jovem noiva grávida, sem ele ter tido qualquer tipo de relação sexual com ela. Os dois eram os únicos que sabiam que nada havia rolado entre ambos, e Maria, era a única que sabia que nada havia rolado entre ela e qualquer outro homem.

Não nos damos conta das formas de pressão que José iria sofrer: pressão da sociedade, familiar e a pessoal, que é aquela pressão exercida pela nossa própria alma. Por certo, esta última, das três é sempre a pior.

Ma há algo em José que deixamos de comentar por que ele fica meio que ofuscado pela imagem de Maria. Antes mesmo do anjo lhe aparecer e lhe revelar de que o que foi gerado em Maria provinha do próprio Deus as Escrituras Sagradas relatam que ele era um homem justo, e por não querer difamá-la, tentou ocultá-la.

Tenho muito coisa a aprender com José, principalmente sobre amor e compaixão, humildade e integridade de caráter.

Eu na sua pele, receio que não teria nem a mesma coragem e muito menos a mesma descrição. Mas ele, totalmente quieto, certamente sofrendo com a circunstância, cheio de perguntas ainda não respondidas, amou sua parceira com um amor divino e arquitetou um plano para protegê-la, mesmo que naquele momento estivesse pagando o papel de corno.

E derrepente um anjo lhe aparece em uma visão noturna e o tal do não temas enche a história.

Não temas... porque lá no fundinho de seu coração havia alguma forma de temor que estava crescendo, e precisava de uma intervenção divina para aniquilá-lo.

Digo sempre as pessoas ao meu redor que o oposto da fé não é a dúvida, mas o medo. O medo que nos paraliza e nos faz esconder da presença de Deus, como Adão que, ao ser questionado por Deus, faz ressoar por de trás da moita a terrível confissão: por que estava nu, tive medo e me escondi.

Quando perdemos a certeza do amor divino, ou a certeza da fé, ou a certeza das promessas bíblicas, ou certeza do amanhã, caímos em um abismo de medo e angústia que nos destrói lentamente. Somente ao voltarmos nossos corações para ouvir com a alma o doce e suave som da Palavra Divina é que o medo poderá se desfazer tornando-se pura confiança, ou como está escrito: em plena convicção dos fatos que se esperam.


A circunstâncias para a vida de José e Maria não se modificaram, pelo contrário, o crescente da história demonstra todas as dificuldades pelos quais passaram. Foram tantas que quando eles vão para Belém, cidade dos familiares de José, ninguém os recebe, tiveram que buscar abrigo no curral de uma hospedaria.

Mas agora havia um novo elemento na história: a fé incuntida em seus corações e que lhes dava a plena certeza de que eles não estavam sós, de que o seu Deus se fazia presente.

-Me ajude Senhor a te perceber sempre presente em mim.

sábado, 19 de setembro de 2015

Iluminados por dentro...

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"Mas João opunha-se-lhe, dizendo: Eu careço de ser batizado por ti, e vens tu a mim?" [Mateus 3:14]

Como eu preciso destes tipos de encontro onde minha pretensa santidade é lançada por terra e eu reconheço-me realmente como sou conhecido.

Nesta semana o esvaziar-se tem sido motivo de grande meditação de minha alma. O empobrecer para poder herdar, esvaziar-se para poder encher, humilhar-se para poder exaltar.

Maravilhoso este relato que Mateus nos dá de João Batista. O cara era um ícone de santidade em sua época. O profeta do arrependimento puro, genuíno, profundo. A vida dele estava acima de qualquer suspeita.

Mas, quando tem a oportunidade única de estar face a face com o Mestre, ele se vê como realmente é e esvazia-se de toda sua justiça própria e autosantificação. A única coisa que poderia fazer, fez: reconheceu que ele também não era digno. O seu conhecimento teórico de quem Cristo era é experimentado na prática e expoe toda a sua pobreza do seu ser.

Eu careço de ser batizado por ti... antes de um reconhecimento da grandeza de Cristo é uma confissão de um pecador que se reconhece como tal. É o contato com a luz que ilumina não para o outro mas para dentro de si mesmo.

Há um risco que homens santos de Deus correm diariamente nas suas vidas ministeriais, o de se acharem involuntariamente em uma condição superior ao povo para o qual eles pregam o evangelho. Mais santos, mais puros, mais sinceros, mais corretos, etc. Sei disto porque corro este risco diariamente, e a todo instante.

Preciso destes encontros reveladores de quem sou. Preciso da "afronta da Palavra" para me esvaziar e para poder enriquecer em Cristo, como diz Paulo: "Como desconhecidos, mas sendo bem conhecidos; como morrendo, e eis que vivemos; como castigados, e não mortos; Como contristados, mas sempre alegres; como pobres, mas enriquecendo a muitos; como nada tendo, e possuindo tudo." [2 Corinitos 6:9,10] um constante esvaziar-se para encher.

Como é difícil isto. Temos a tendência de sermos bajuladores de nós mesmos. O orgulho e a altivez de espirito são sutis neste nosso coração enganoso e corrupto. É o encontro diário com o Mestre que coloca todas as coisas no lugar, ou as retira.

- Esvazia-me SENHOR! Urgentemente, esvazia-me!

domingo, 2 de novembro de 2014

A voz do Mestre

"As minhas ovelhas ouvem a minha voz e me seguem"

Estava aqui orando quando esta palavra veio ao meu coraçãoJesus em diversas passagens do evangelho pontua características de suas verdadeiras ovelhas,  uma delas,  aqui,  ouvir a voz do mestre e seguir.

Quando vim para este apartamento onde moro hoje,  senti falta dos passarinhos do outro bairro,  e me incomodava o barulho dos carros aqui no centro da cidade.
Dizia pra minha esposa: não tem passarinho aqui!

Hoje,  orando,  a sala foi inundada,  como tem sido todos os dias,  pelo som de diversos passarinhos,  um especial sempre me chama a atenção : o canto de um sabiá,  que se distingue pela beleza e altura de todos os outros.

Não que não houvesse passarinhos,  mas eram meus ouvidos que não tinham prática de ouvi-los  em meio ao ruído da cidade.  E como uma cidade pode ser barulhenta.

Assim é com as nossas vidas.  A  vida faz muito barulho e se não estivermos atentos não conseguiremos ouvir a voz do Mestre,  o bom Pastor.

Suas ovelhas conseguem distinguir sua voz em meio aos ruído da cidade,  do mundo e das pessoas,  e em meio também ao estrondoso barulho que nosso coração é  capaz de fazer. Mas também o seguem!

Muitos tem a capacidade de ouvi-lo,  sabem discernir com precisão sua voz,  mas não conseguem se despojar de si mesmos para segui-lo.  Ir em direção a voz que se ouve é  condição "sine qua non" para ser considerados por Ele suas ovelhas.

O evangelho de Cristo é  puro abandono,  abandono de si mesmo,  é o despojar-se de algo menor em virtude do encontro de um tesouro maior.

Que hoje possamos não apenas distinguir a voz de Jesus no meio do ruído da vida,  mas que também se encontre em nós a coragem de admitir nossa pobreza para podermos ir ao encontro de suas riquezas.

Ouvir e seguir,  é  assim que um discípulo vive.

Que Deus abençoe todos nós.

Pr.   Nilton Telles Frota

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Em minha escuridão Deus se faz Luz


A nossa maior  desgraça como cristãos é achar que a cada pedido de perdão diante do Pai mais nenhum mal brotará de dentro dos nossos corações, até o nosso próximo tropeço, quando nos encontraremos novamente com aquele "aquilo que sou", e que gostaríamos que nunca tivesse existido no meio daquilo que tentamos aparentar ser.

Vivemos um melancólico cristianismo de altos e baixos porque rejeitamos ser amados por Deus por "aquilo que somos"; insistimos freneticamente em sermos amados pelos nossos méritos e não pelo mérito do próprio amor Dele, que a todos ama! Esteja você assentado em um alto trono ou atolado na mais fétida lama. Ele nos ama!

Não percebemos mas, inconscientemente rejeitamos o mérito que pertence somente ao Cristo Crucificado. Detestamos a ideia de que outro abra a porta de acesso ao Pai para nós, pois queremos o mérito!! Queremos as honras!! Queremos ser o "servo bom e fiel", elogiados na frente de todos ao redor.

Tapinhas nas costas.

E é assim que nos perdemos, e é assim que a alegria do primeiro amor se torna luta e tristeza. Apagamos a chama do Espirito e a substituímos por nossas próprias tochas, esquecendo-nos que tais tochas, ali na frente, se apagarão e nos encontraremos perdidos no meio de densa escuridão.

Aceitar o amor incondicional de Deus é primeiramente me reconciliar com o pecador que sou, e não com o santo que aparento ser. Reconciliar-me com o Deus do cristianismo é reconciliar-me com a imagem desfigurada pelo pecado em que me tornei. É aceitar-me como ele me aceita, é me amar como Ele me ama.

Não há outro caminho, não há mais nenhuma solução! Andar com Deus é aceitar a minha pessoal e intransferível escuridão para que Ele em mim se faça a LUZ.

Pense nisto!


Pr. Nilton Telles Frota


sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Não existe "o MEIO" na fé solitária de uma pessoa só!

Não sei quanto a você, mas eu tenho profundo respeito pela teologia, pois sei que quando digo que Deus é amor, estou fazendo teologia. Quando afirmo que as misericórdias de Deus são a causa de não sermos consumidos, faço teologia. É o pensar teológico que me ensina que o Deus Trino: Pai, Filho e Espirito Santo, é uma maravilhosa e exuberante COMUNIDADE RELACIONAL. Este é um dos mais profundos mistérios da fé cristã, o Misterium Tremendum da imagem e semelhança Dele habitando em nós, ou seja, sua comunidade relacional estabelecida em nosso meio: A IGREJA. Estar fora dela é renegar tal semelhança, é rejeitar o que por ELE, e não por homens, foi estabelecido. 

Os que acham que podem viver o cristianismo fora desta comunidade de fé, não entenderam nada sobre cristianismo. Você pode ser um budista sem participar de um grupo, ou um espirita sem ir a qualquer mesa branca, ou quem sabe ser um espiritualista na solidão da vida de um ermitão, mas jamais [NUNCA!] poderá tomar para si o nome cristão isolado de uma igreja, pois o cristianismo antes de tudo é uma comunidade, é relacionamento, é comunhão com o outro e pelo outro, é  "o como" Cristo afirma que as coisas acontecem: "onde estiverem dois ou mais reunidos". Jamais será  somente você e sua fé, pois cristianismo é a fé que te une ao outro.

 

O autor da carta aos Hebreus é categórico quanto a isto: "e não deixemos de congregar como é costume de alguns, mas procuremos encorajar-nos uns aos outros" (Hebreus 10:25) . O encorajar deste texto só é possível na comunhão com o outro e que se estabelece dentro de uma comunidade relacional. O encorajar deste texto bíblico significa não abandonar o barco, é seguir em frente mesmo diante de nossas mazelas e das mazelas dos outros, é continuar embora a hipocrisia de alguns e do mal caráter de outros. Encorajar é o reconhecimento de que não é fácil a vida em comunidade, que como Igreja em comunhão precisamos aprender a perdoar o outro, a usar de misericórdia e compaixão com o outro que me fere, agride e ofende. Encorajar é o reconhecimento público de nossa fragilidade em nossos relacionamentos. Fragilidade minha... mas também tua! 

Deixar de congregar é sim abandonar a Cristo, pois o Cristo do cristianismo bíblico se manifesta no meio, como está escrito: "Onde estiverem dois ou mais reunidos em meu nome, ali estarei no meio de vós" (Mateus 18:20). aprenda isto: Não existe "o MEIO" na fé solitária de uma pessoa só!

E por fim, o apóstolo Paulo ao se deparar com a indolência com que as pessoas da igreja em Corinto participavam da Ceia do Senhor [1Corintios 11:17-34], em virtude daquela comunidade de fé estar divida em brigas e facções, ele afirma categoricamente que eles não estão conseguindo discernir o Corpo de Cristo (v.29) e que elas, agindo assim, estão desprezando a Igreja DE DEUS (v.22) O relacionamento estava rompido entre as pessoas daquela Igreja, a comunidade relacional estava sendo desprezada, ou seja, Paulo chama a atenção daquela comunidade por DESPREZAREM A IGREJA!!!!

Confesso que como pastor sinto profunda compaixão por aqueles que, na tentativa de afirmar uma espiritualidade maior, se afastam da Igreja: o CORPO  DE CRISTO, desprezando o que ela representa e É. Estão sempre colocando a culpa nos outros para justificar o seu afastamento. Colocando a culpa em uma pessoa específica ou em um grupo da qual fazia parte; quando na verdade o problema está dentro dela, em sua dificuldade de amar, de perdoar, de relevar, de abrir mão para que as coisas aconteçam, de ser tocado profundamente pelo amor de Cristo, que nos modifica, que nos torna humanizados e que milagrosamente nos converte.

Olho para elas e percebo que não compreenderam nada, ABSOLUTAMENTE NADA, sobre a fé cristã que acham que, afastadas desta comunidade relacional, ainda proclamam.

Mas descobri que em Deus sempre há um caminho de volta, de que ele não rejeita o coração contrito. De que ele é o primeiro a correr em direção ao filho(a) que retorna para poder lhe dizer: Seja bem vindo(a)!

Pense nisto!

Que Deus nos abençoe.