quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Quão grande são os seus sinais!

"Quão grandes são os seus sinais, e quão poderosas as suas maravilhas!" [Daniel 4:2]

Confesso que acordar como acordei hoje discutindo com o conjugue às 9h da manhã não faz com que eu veja a grandiosidade de Deus, pelo contrário, dá até para questionar se Ele sabia o que estava fazendo quando criou minha mulher.

Mas é justamente aí, neste ponto delicado onde a vida não nos é tão bela quanto gostariamos que fosse, que Deus se faz grandioso e suas maravilhas poderosas.

A frase bíblica no topo do artigo é do rei Nabucodonosor após ver 4 homens andando dentro de uma fornalha de fogo onde apenas 3 haviam sido jogados.

Não nos damos conta, mas naquele momento o rei e sua autoridade estavam sendo [e foram] amplamente questionadas. Seu poder, naquela hora, foi de todo esvaziado. Como o nosso poder é diariamente esvaziado por estas questões as vezes bem tolas da vida, outras vezes sem nexo, e até algumas vezes realmente preocupantes.

Um filho em rebeldia, uma enfermedidade, uma discussão matinal, ou até mesmo um casamento infeliz, o mal entrando em meu mundo organizado sem ser convidado...

Como são grandes seus sinais!!! Nao percebemos, mas um dos maiores sinais que Deus nos dá é de que nós jamais conseguiremos sustentar nossas vidas sem a Sua presença. E como um penetra Ele se intromete em nosso viver, sacudindo nossa ordem, nos desestruturando para que olhemos para Ele.

Não foi isto que aconteceu com Nabucodonosor? Mas este rei histórico, mesmo no meio de sua própria vergonha, se despiu do orgulho e olhou para Ele, e percebeu: as obras de Deus são grandiosos.

Você lembra do faraó que impediu Israel de partir? Mesmo com todos os sinais e prodígios a sua volta ele não percebeu, não viu, e não se encontrou com o Deus que se deixa achar.

Mas Nabucodonosor conseguiu! Por quê? Porque se deixou esvaziar!

Convenhamos, como é difícil percebê-Lo neste mundo de tecnologias e desta overdose de estimulos em que vivemos. Mas ele está aí, o tempo todo ao nosso lado, nos falando, movendo, se deixando achar.

Só que nós ficamos procurando Ele na anormalidade da vida, e por isto não O encontramos; queremos achá-lo onde tudo deveria acontecer naquilo que achamos que é a perfeição. Queremos vê-lo no sobre natural, no extraordinário... quando, na verdade, Ele se mostra é no natural, no ordinário, no dia a dia...

Não é na fornalha de fogo não queimando 4 homens que dentro dela passeiam que o rei Nabucodonosor se encontra com as maravilhas de Deus, é quando ele olha para si se deixa iluminar por este totalmente Outro. Quando Ele se deixa esvaziar de sua pompa, de seu orgulho, de sua desumanidade, sim, é alí que Ele percebe o Deus de grandes feitos, na sua própria humilhaçao, quando se reconhece faminto e empobrecido.

Como nos diz o cântico de Maria, conhecido como o "Magnificat" : "encheu de bens os famintos!!" [Lucas 1:53]

Nisto consiste parte de Sua Grandiosidade [e que, em ninguém mais encontraremos igual]. Esta capacidade que só Ele tem, de nos encher e saciar este vazio que nos embrutece, que nos empobrece e que nos des-humaniza. Só Ele para conseguir encher a voracidade faminta de nossas almas e nos amolecer, enriquecer e humanizar.

Nele é que sou quebrado e refeito, esvaziado e completo, Nele que existo de Todo.

Nabucodonosor entendeu isto... e eu estou tentando entender, também.

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