"E disse-me: a minha Graça te basta." [2Coríntios 12:9]
Será que realmente basta? Fico pensando nas enormes demandas de minha vida: questões familiares, pessoais, ministeriais, profissionais e até mesmo aqueles sonhos e desejos intitulados de fúteis e supérfluos. E eu tenho que simplesmente me dar por satisfeito com a "graça que me basta" ?
O problema do apóstolo Paulo era só uma pequena enfermidade em seu frágil corpo, mas as minhas não! Eu tenho necessidades um pouco maiores e mais complexas do que as necessidades do apóstolo. Mas é justamente nestas necessidades "maiores" que esta palavra torna-se ainda mais verdadeira: a graça Dele basta!
Quando leio este texto [de pequena aparente sentença] de alguma forma sou tocado pelo profundo amor do Pai que se preocupa com cada uma das minhas necessidades.
Vejo-o me observando, analisando, perscrutando os mais íntimos e recônditos lugares de meu coração e mente. Vejo-o deixando-se descobrir meus sonhos, meus planos e minhas naturais necessidades. Como um habilidoso médico de almas Ele escuta as batidas de meu coração, Ele sente minha respiração e me fita nos olhos.
Seus olhos gentis, olham para mim um olhar que desconheço: compaixão, pura e simples compaixão. Como quem descobriu em mim algo que me era desconhecido e que me causa danos.
Agora, nada em mim lhe é oculto. Minha necessidade de ser, ter e fazer, lhe são conhecidas. Minha ansiedade incontrolável que tenta manipular o amanhã, meus quilômetros de caminhos abertos no meio do nada, sonhos desfeitos, lágrimas, etc, minha vida.
Pacientemente ele puxa uma folha de papel e nela escreve a receita para a cura de minha alma: "a minha Graça te basta!"
Mas hoje temos tornado esta Graça desnecessária. Queremos o Deus de filhos mimados. O Deus que determina. O Deus que peleja contra os invasores de Jerusalém. queremos ver os anjos nos servindo. Mas a única coisa que ele insiste em nos dizer é que a Graça Dele nos basta e que a única coisa que ele pode fazer é se deixar morrer por mim e por você.
Sim! nos tornamos uma geração de insatisfeitos, onde a maior e mais poderosa obra do Pai, sua Graça em Cristo, a sua justiça imputada a nós por Ele, perdeu totalmente o valor.
Estamos na mesma caminhada de risco em que Paulo quase entrou, achamos que existem necessidades nossas mais importantes do que receber Dele a sua Graça. Paulo encontrou o rumo, creu na sentença, mas nós... vagarosamente estamos nos perdendo na jornada.
Urgentemente precisamos voltar-nos para esta sentença libertadora: A minha Graça te basta!
Pois, se não conseguirmos nos dar por satisfeitos com a Graça existente Nele, nada mais nesta vida nos satisfará!
- Tua Graça me basta!
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