quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Em minha escuridão Deus se faz Luz


A nossa maior  desgraça como cristãos é achar que a cada pedido de perdão diante do Pai mais nenhum mal brotará de dentro dos nossos corações, até o nosso próximo tropeço, quando nos encontraremos novamente com aquele "aquilo que sou", e que gostaríamos que nunca tivesse existido no meio daquilo que tentamos aparentar ser.

Vivemos um melancólico cristianismo de altos e baixos porque rejeitamos ser amados por Deus por "aquilo que somos"; insistimos freneticamente em sermos amados pelos nossos méritos e não pelo mérito do próprio amor Dele, que a todos ama! Esteja você assentado em um alto trono ou atolado na mais fétida lama. Ele nos ama!

Não percebemos mas, inconscientemente rejeitamos o mérito que pertence somente ao Cristo Crucificado. Detestamos a ideia de que outro abra a porta de acesso ao Pai para nós, pois queremos o mérito!! Queremos as honras!! Queremos ser o "servo bom e fiel", elogiados na frente de todos ao redor.

Tapinhas nas costas.

E é assim que nos perdemos, e é assim que a alegria do primeiro amor se torna luta e tristeza. Apagamos a chama do Espirito e a substituímos por nossas próprias tochas, esquecendo-nos que tais tochas, ali na frente, se apagarão e nos encontraremos perdidos no meio de densa escuridão.

Aceitar o amor incondicional de Deus é primeiramente me reconciliar com o pecador que sou, e não com o santo que aparento ser. Reconciliar-me com o Deus do cristianismo é reconciliar-me com a imagem desfigurada pelo pecado em que me tornei. É aceitar-me como ele me aceita, é me amar como Ele me ama.

Não há outro caminho, não há mais nenhuma solução! Andar com Deus é aceitar a minha pessoal e intransferível escuridão para que Ele em mim se faça a LUZ.

Pense nisto!


Pr. Nilton Telles Frota


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