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"Mas João opunha-se-lhe, dizendo: Eu careço de ser batizado por ti, e vens tu a mim?" [Mateus 3:14]
Como eu preciso destes tipos de encontro onde minha pretensa santidade é lançada por terra e eu reconheço-me realmente como sou conhecido.
Nesta semana o esvaziar-se tem sido motivo de grande meditação de minha alma. O empobrecer para poder herdar, esvaziar-se para poder encher, humilhar-se para poder exaltar.
Maravilhoso este relato que Mateus nos dá de João Batista. O cara era um ícone de santidade em sua época. O profeta do arrependimento puro, genuíno, profundo. A vida dele estava acima de qualquer suspeita.
Mas, quando tem a oportunidade única de estar face a face com o Mestre, ele se vê como realmente é e esvazia-se de toda sua justiça própria e autosantificação. A única coisa que poderia fazer, fez: reconheceu que ele também não era digno. O seu conhecimento teórico de quem Cristo era é experimentado na prática e expoe toda a sua pobreza do seu ser.
Eu careço de ser batizado por ti... antes de um reconhecimento da grandeza de Cristo é uma confissão de um pecador que se reconhece como tal. É o contato com a luz que ilumina não para o outro mas para dentro de si mesmo.
Há um risco que homens santos de Deus correm diariamente nas suas vidas ministeriais, o de se acharem involuntariamente em uma condição superior ao povo para o qual eles pregam o evangelho. Mais santos, mais puros, mais sinceros, mais corretos, etc. Sei disto porque corro este risco diariamente, e a todo instante.
Preciso destes encontros reveladores de quem sou. Preciso da "afronta da Palavra" para me esvaziar e para poder enriquecer em Cristo, como diz Paulo: "Como desconhecidos, mas sendo bem conhecidos; como morrendo, e eis que vivemos; como castigados, e não mortos; Como contristados, mas sempre alegres; como pobres, mas enriquecendo a muitos; como nada tendo, e possuindo tudo." [2 Corinitos 6:9,10] um constante esvaziar-se para encher.
Como é difícil isto. Temos a tendência de sermos bajuladores de nós mesmos. O orgulho e a altivez de espirito são sutis neste nosso coração enganoso e corrupto. É o encontro diário com o Mestre que coloca todas as coisas no lugar, ou as retira.
- Esvazia-me SENHOR! Urgentemente, esvazia-me!
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