sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Eu, caçador de mim...

"E chamou o senhor Deus a Adão, e disse-lhe: Onde estás?" [Gênesis 3:9]

Antes de um lugar geográfico o questionamento divino é de nossa posição existencial.

Onde estás não é para que Ele me encontre [Ele sabe onde eu estou] é para que eu me encontre, para que eu discirna minha localização no meio desta grande jornada. É permitir que eu me conheça como sou conhecido por Ele.

Algumas vezes não gosto de saber onde estou porque nem sempre estou onde acho que deveria estar, daí me escondo, fujo, disfarço, trapaceio a mim mesmo. São nestes momentos que preciso da voz divina a me procurar: "Adão, onde estás?"- alguém que me ajude a me encontrar em meus próprios labirintos e esconderijos. Preciso de seu chamado, de sua voz, de sua palavra, Palavra Divina, que visa [não me expor] mas me ajudar a me localizar em minha existência diante Dele e de seu mundo.

E é neste mundo tão imenso ao meu redor, com um jardim tão frondoso a minha volta que eu as vezes me encontro ali, escondido atrás de frágeis árvores, perdido no meio da floresta.

Sua voz me faz questionar quem realmente eu sou por debaixo desta pele virtual que visto a cada manhã.

Onde estás? Antes de exigir de nós uma resposta é um convite a uma jornada de introspecção, um audacioso passeio ao meu pouco explorado mundo interior, aventureiro de mim mesmo.

Algo como nos canta Miltom Nascimento:

"...Abrir o peito a força, numa procura
Fugir às armadilhas da mata escura... Eu, caçador de mim"

Onde estás?

- Aqui Papai! Estou aqui, papai!

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