"...Olhai os lirios do campo, como eles crescem; não trabalham nem fiam..." [Mateus 6:28]
Olhar é desacelerar.
Olhar exige olhos abertos pois nunca enxergaremos de olhos vendados. Com olhos fechados dormimos, sonhamos ou nos omitimos.
Quem estará disposto a parar todas as demandas diárias de sua intensa [ou nem tanto] vida só para observar uma miserável erva no campo? Mas é para justamente alí, nas coisas aparentemente insignificantes da vida, que o Mestre ensina que a vida faz todo o seu sentido.
Olhar... é aprendizado, re-aprendizado, é contemplação. Reaprender a perceber a grandiosidade Daquele que está por trás da simplicidade da vida [veja como crescem, Ele diz] exatamente como Ele a planejou.
Olhar... é descomplicar-se. É grito de liberdade: DESCOMPLIQUE-SE!!!
Olhar... é parada, é colocar o pé no freio, puxar o freio, é estacionar um pouco.
Estamos correndo! Alucinados e amendrontados para lugar nenhum, fugindo freneticamente da dor, da angústia, e das incertezas do nosso amanhã. Queremos o controle, queremos ser a parte, e não fazer parte; como se dor, angústia e tristezas fossem intromições na vida.
Olhai, diz Ele! Abra os olhos para toda a simplicidade ao teu redor. Um sorriso de um filho, um entardecer, o cantar de um pássaro, o lixo a ser levado para fora, o despertador que toca.
Abra os olhos, ele nos diz, e perceba: Eu estou permanentemente a tua volta!
- Pai, mão me deixe, jamais, inverter os valores. Desejar o transitório, o fútil o supérfluo em detrimento daquilo que é tesouro, minha família, meus amigos, a vida... Você, Papai!
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